
Qual o interesse dos políticos ? Algum dia eu pensei que fosse tão somente ajudar a população. Em outro momento, enriquecer-se. Em outro ainda, ganhar status, poder. Ainda não cheguei a uma conclusão única, mas atualmente, acredito que é um misto de coisas.
Ouvir dizer por aí que político não é profissão. É ocupação. Então, é por isso que todo político sempre está ocupado, mesmo quando não está fazendo nada. Tem férias amplas, salários amplos, popularidade mesmo sendo impopular, e consegue ser eleito mesmo na cadeia.
Ano político. Eleições municipais. Alianças políticas começam a se formar. Partidos adversários no cenário nacional (PT-PSDB-DEM), formam belas alianças no plano estadual e municipal. Os partidos estão sem identidade, caso contrário, não haveria tal divergência. Ninguém sabe qual é a ideologia de partido algum. O PT do papel não conhece o PT governo. O PT governo virou PSDB na prática.
Nas cidades de Santa Maria do Salto, Almenara e Salto da Divisa, no Vale do Jequitinhonha, prefeitos e ex-prefeitos envolvidos com o desvio de verbas do fundo de participação dos municípios estão se candidatando novamente (clique aqui para ler). Ninguém quer punir os políticos iresponsáveis porque eles tem dinheiro e tem poder.
E como é bonitinho o discurso da esquerda utópica, onde ninguém passa fome e todos são iguais. Na prática, sabemos, a igualdade da constituição nacional inibe a ação contra a própria desigualdade, porque somos diferentes e precisamos saber disso. Só assim, quando aceitarmos este fardo que nos parece, seremos capazes de combatê-lo, se necessário for.
Confesso que tenho um repúdio à política. Vejo amigos brigarem, inimigos se aproximarem por um suposto interesse público, todos se envolvem nas eleições, poucos ganham algo valioso… Salários mirabolantes de R$ 5 mil e daí pra cima entram todo mês na conta de um prefeito, de um assessor, de um laranja… na dos demais funcionários o salário mínimo é a salvação do mês.
Os impostos, tão poucos estudados em sala de aula, são nossos ingratos parceiros inseparáveis da vida. São eles que sustentam o país. Mas não compreendemos como exatamente isto funciona. A imprensa dá vez e voz a notícias ruins, a políticos mal administradores, a bandidos… Mas se esquecem de entrevistar o homem de bem (não o bonzinho), a mulher determinada (não a coitadinha).
Ao final de todo o meu insight ao escrever este texto chego a uma conclusão simples e óbvia sobre a política: que pessoas como eu e você, que não somos nenhum antropólogo, economista, sociólogo, e nem mesmo estudou nas melhores escolas do Brasil, também pode opinar e participar da vida política produtivamente. Podemos buscar mudar o nosso mundo, mundando a nossa cidade. Conscientizando e não tão somente convencendo a população do que é melhor.